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A Promessa na Pesquisa do Câncer
As pesquisas sobre o câncer têm proporcionado esperança aos portadores desta doença. Os pesquisadores e médicos de todo o mundo estão aprendendo mais sobre o que causa o câncer de mama e explorando formas de preveni-lo. Também há melhores formas de detectar, diagnosticar e tratar esta doença.
Causas e Prevenção
Raramente, os médicos conseguem explicar por que uma pessoa adquire o câncer e outra não.
Quanto mais aprendermos sobre as causas do câncer, maior a probabilidade de encontrarmos as formas de preveni-lo. Os cientistas estudam os
padrões do câncer na população, à procura de fatores que afetem o risco de desenvolvimento desta doença. No
laboratório, eles exploram as possíveis causas de câncer e tentam determinar o que realmente acontece quando as células
normais se tornam cancerosas.
Nossa atual compreensão das causas de câncer e incompleta, mas está claro que o câncer
de mama não é causado por pancadas ou contusões. Esta doença não é contagiosa. Ninguém pode
"pegar" câncer de mama de uma outra pessoa.
O câncer se desenvolve gradualmente como resultado de uma mistura complexa de fatores
relacionados ao ambiente, estilo de vida e hereditariedade. Os cientistas já identificaram muitos fatores que aumentam a probabilidade de
adquirir câncer. Algumas pessoas são mais sensíveis do que outras aos fatores causadores desta doença.
Pesquisas
estão em progresso para determinar se o risco de câncer de mama é afetado por fatores ambientais. Pesticidas, campos
magnéticos, poluentes de máquinas e contaminantes na água e alimentos são alguns dos fatores ambientais em estudo (os
principais fatores de risco conhecidos estão listados em Fatores de Risco para o Câncer de Mama).
Alguns estudos sugerem uma
ligação entre a dieta e o câncer de mama: há alguns indícios indiretos que o câncer de mama é mais
freqüente nas populações que consomem alimentos com alto teor de gordura. Entretanto, ainda não se sabe se uma dieta pobre
em gorduras pode prevenir o câncer de mama. Os estudos recentes também sugerem que os exercícios regulares podem reduzir o risco
de câncer de mama em mulheres mais jovens.
As pesquisas têm levado a identificação de certas alterações
em genes que podem representar um maior risco de desenvolvimento do câncer de mama. As mulheres que tem uma forte história familiar de
câncer de mama podem optar por realizar um teste sangüíneo para verificar se possuem uma alteração herdada nos genes
BRCA1 ou BRCA2.
Certas alterações desses genes aumentam as chances da mulher desenvolver o câncer de mama. Um
aconselhamento especial antes e após o teste ajuda a mulher a compreender e a lidar com os possíveis resultados, ou seja, avaliar os
riscos e benefícios da realização de um teste genético. Por exemplo, um benefício potencial da
realização deste teste genético e fornecer elementos para que a paciente tome decisões orientadas quanto ao seu
seguimento e possíveis medidas profiláticas. Ao contrário, a informação sobre a presença de uma
alteração genética pode afetar o emprego, a saúde, vida e seguro de invalidez da paciente em questão. As mulheres
que estão preocupadas em relação à herança para os riscos de câncer de mama devem conversar com o seu
médico. Este pode sugerir uma avaliação de um profissional especializado em genética.
Os estudos em andamento
procuram formas de prevenção do câncer de mama através de alterações na dieta. Outros estudos procuram por
drogas que previnam o desenvolvimento desta doença. A droga tamoxifeno, por exemplo, reduziu o número de casos novos de câncer
de mama entre mulheres com maior fator de risco para a doença.
Detecção e Diagnóstico
Atualmente, as mamografias (sejam elas convencionais ou digitais) são os instrumentos mais efetivos para
detecção do câncer de mama. Em pacientes jovens com mamas densas, a ultra-sonografia mamária deve ser associada à
mamografia para aumentar a acurácia. Pesquisadores estudam meios de tornar a mamografia mais acurada, assim como buscam outras técnicas
para exploração mais detalhada da mama, como a imagem por ressonância magnética (IRM) e a tomografia por emissão
de pósitrons, específica para mama (TEP).
Em adição, há numerosos estudos sobre marcadores tumorais,
substâncias que podem estar presentes em quantidade anormal no sangue, urina ou aspirado do mamilo de uma mulher que tenha câncer de
mama. Alguns desses marcadores são usados para o seguimento da mulher que já tenha diagnóstico de câncer de mama. No
presente, entretanto nenhum teste sangüíneo ou de urina é suficientemente confiável para que possa ser usado
rotineiramente na detecção do câncer de mama.
Estudos clínicos
Os
estudos clínicos são realizados quando as pesquisas laboratoriais mostram um novo e promissor método de tratamento. As pacientes
com câncer podem se candidatar a receber o tratamento através de estudos controlados. Esses estudos são desenhados com o
objetivo de avaliar se a nova abordagem é segura, efetiva e responde as questões científicas. Freqüentemente, os estudos
clínicos comparam um tratamento novo com uma abordagem-padrão para que os médicos possam verificar qual a terapêutica
mais efetiva.
Os pesquisadores também procuram formas de reduzir os efeitos adversos do tratamento e de melhorar a qualidade de vida dos
pacientes. Os pacientes que fazem parte dos estudos clínicos fornecem uma importante contribuição para a ciência
médica. Essas pacientes sofrem certos riscos, mas, por outro lado, podem ter a primeira oportunidade de se beneficiarem do aprimoramento dos
esquemas de tratamento.
Estudos de novas abordagens para pacientes com todos os estágios de câncer de mama ainda estão em
andamento. Os pesquisadores estão testando novas doses de quimioterápicos e esquemas de tratamento; a efetividade da
utilização da quimioterapia antecedendo a cirurgia (chamada quimioterapia neoadjuvante) e novas formas de combinação de
tratamentos, tais como a adição de terapia hormonal ou radioterapia à quimioterapia. Alguns estudos incluem a terapia
biológica, tratamento com substâncias que promovem uma melhora na resposta do sistema imune do paciente e que auxiliam na
recuperação do organismo em relação aos efeitos adversos do tratamento do câncer. Em vários estudos, os
médicos estão tentando verificar se doses muito altas de drogas anticâncer são mais eficazes do que doses habituais na
destruição das células cancerosas.
Os pesquisadores estão estudando muitos tipos de tratamento e suas
combinações:
Cirurgia: estão sendo combinados diferentes tipos de cirurgia com outras modalidades
terapêuticas.
Radioterapia: há estudos para avaliar se a radioterapia pode ser usada no lugar da cirurgia para
tratar câncer nos nódulos linfáticos. Para mulheres com câncer de mama inicial, há estudos sobre a utilidade da
radiação em áreas menores da mama.
Quimioterapia: novas drogas anticâncer estão sendo
testadas, bem como novas combinações de drogas, inclusive antes da cirurgia. Há pesquisas também sobre novas maneiras de
combinar quimioterapia e hormonioterapia ou radioterapia.
Hormonioterapia: novos tipos de hormonioterapia estão sendo
testados, principalmente os inibidores da aromatase.
Tratamento Biológico: estudos em andamento incluem, por exemplo,
vacinas para o câncer que ajudam o sistema imunológico a matar as células tumorais.
Além disso, os pesquisadores estão examinando maneiras de reduzir os efeitos colaterais do tratamento.
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