Grupo Amigas do Peito contra o Câncer de Mama - Bauru/SP - Informações sobre o tratamento e combate ao Câncer de Mama.

Introdução

Os avanços terapêuticos e as pesquisas constantes em busca de novas perspectivas de tratamento têm oferecido mais opções e esperança de sobrevida às mulheres.

As opções terapêuticas para uma determinada paciente dependem de uma série de fatores que incluem idade e condições da menopausa; saúde geral; tamanho, Iocalização e estágio do tumor; tamanho da mama e presença de linfonodos axilares comprometidos. Também são consideradas certas características das células tumorais (como o fato de dependerem de hormônios para seu crescimento). 

Muitas mulheres desejam aprender tudo o que podem sobre sua doença e  opções terapêuticas  e  assim participar ativamente nas decisões em relação a seu tratamento. Provavelmente, terão muitas dúvidas e preocupações em relação às suas opções de tratamento. O médico é a melhor pessoa para responder as questões de cada paciente individualmente: quais as suas opções de tratamento, qual o sucesso que se espera obter com o tratamento e qual será o custo.

A maioria das pacientes também deseja saber como o tratamento afetará sua aparência estética e atividades diárias. A paciente também pode mostrar desejo de discutir com seu médico a participação em um estudo clínico, ou seja, uma pesquisa de novos métodos terapêuticos que envolvem indivíduos voluntários.

Aqui estão algumas dúvidas a serem perguntadas ao médico antes do início do tratamento:

  • Quais são as minhas opções de tratamento?

  • Quais são os benefícios esperados para cada tipo de tratamento?

  • Quais são os riscos e os possíveis efeitos adversos para cada tipo de tratamento?

  • Qual o custo provável do tratamento?

  • Há novas drogas em estudo?

  • Há possibilidade de participar de um estudo clínico?

 

Há muito que aprender sobre o câncer de mama e seu tratamento. As pacientes não devem sentir a necessidade de perguntar ou de entender tudo de uma única vez. Elas terão muitas outras oportunidades de solicitar que o médico explique o que não está claro.

RECOMENDAÇÕES DO INCA PARA PRAZOS MÁXIMOS ENTRE DIAGNÓSTICO E CIRURGIA DE CÂNCER DE MAMA

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou na programação do Outubro Rosa de 2011 uma lista de recomendações para o controle da mortalidade do câncer de mama. Entre as medidas, estabelece em 3 meses o prazo máximo entre o diagnóstico de tumor e a cirurgia. Também fixa o período para o início das terapias complementares, como químio e radioterapia - entre 60 e 120 dias após o tratamento inicial.

A cirurgia logo depois do diagnóstico garante maior sobrevida às pacientes. Estudos científicos mostram que a demora superior a três meses compromete a expectativa de vida das mulheres. As pacientes que se tratam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) precisam esperar 188 dias, em média, entre o diagnóstico e a cirurgia, segundo levantamento divulgado pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). Essa espera cai para 15 dias se a pessoa tiver plano de saúde.

As sete recomendações divulgadas pelo Inca não têm força de lei, mas se forem seguidas pelas secretarias municipais e estaduais de saúde e pelos consultórios particulares têm potencial para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida das pacientes com tumores de mama. Esse é o tipo de câncer que mais mata na população feminina - 12 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença.

Tratamento

O oncologista José Bines, responsável pelo grupo de tumor de mama do Inca declarou que "Essas recomendações são um desdobramento do que a gente sugeriu no ano passado, quando o foco foram estratégias para detecção precoce. Detectar não é um fim em si mesmo. O importante é que se instituam medidas necessárias para que o câncer seja tratado adequadamente", e ainda pondera que "O País é grande, heterogêneo, e a idéia é instituir parâmetros mínimos para que sejam alcançados em todo o território nacional. O ideal é que a cirurgia e as terapias sejam feitas o mais breve possível. Estabelecemos tempos máximos; os lugares que estão fazendo em menos tempo, melhor".

Segundo o Inca, toda mulher deve ter seu diagnóstico complementado com a avaliação do receptor hormonal. "A maior parte dos tumores de mama são alimentados pelo hormônio feminino. No exame do tumor como um todo, o patologista identifica a presença ou não do receptor hormonal. E este receptor está presente em 70 a 80% dos casos", explica Bines. "Se estiver presente, é preciso fazer um tratamento anti-hormonal para inibir esse potencial crescimento." Essa terapia também está no rol divulgado pelo Inca - se indicada, deve ser iniciada em até 60 dias depois da cirurgia.

O Inca também recomenda que as mulheres com câncer de mama sejam acompanhadas por equipe multidisciplinar de especialistas (oncologista, cirurgião, radioterapeuta, enfermeiros, psicólogo) e tratadas em ambiente acolhedor, com acesso a cuidados paliativos. Os hospitais também devem ter Registro de Câncer em atividade, serviço que permite coletar informações para monitorar e avaliar a qualidade do tratamento oferecido às pacientes.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,inca-anuncia-novas-recomendacoes-para-tratamento-do-cancer-de-mama,792632,0.htm